
Conheça as manobras que "desligam" a vertigem (VPPB)
Tudo gira ao deitar na cama? Conheça as manobras que "desligam" a vertigem (VPPB)
Você deita na cama após um dia cansativo, vira a cabeça para o lado e, de repente, o mundo começa a girar intensamente ao seu redor.
Essa sensação assustadora e incapacitante, que costuma durar menos de um minuto, é a marca registrada da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB).
Muitas pessoas convivem com isso acreditando se tratar de uma simples "labirintite" e recorrem à automedicação.
No entanto, a VPPB é um problema puramente mecânico: pequenos cristais de cálcio, chamados otocônias, se desprendem e passam a flutuar dentro dos canais semicirculares do ouvido interno.
Quando você move a cabeça, esses cristais se deslocam e enviam ao cérebro uma falsa sensação de rotação.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico preciso é o divisor de águas para o tratamento correto da vertigem.
No consultório, além de uma escuta clínica detalhada, o neurologista pode realizar testes provocativos específicos, como a Manobra de Dix-Hallpike.
Durante esse teste, movimentos guiados de deitar e virar a cabeça permitem observar a presença de nistagmo, que são movimentos involuntários dos olhos.
Esse sinal ajuda a identificar qual canal do labirinto está afetado.
Em alguns casos, também pode ser utilizado o teste do impulso cefálico (HIT) para diferenciar tonturas de origem periférica de quadros neurológicos centrais mais graves.
Manobras que reposicionam os cristais
A excelente notícia é que o tratamento padrão da VPPB não depende de medicamentos contínuos.
O tratamento é realizado através das chamadas manobras de reposicionamento otolítico.
A mais conhecida é a Manobra de Epley, utilizada principalmente quando o canal posterior do labirinto está envolvido.
Com uma sequência controlada e indolor de movimentos da cabeça e do corpo, é possível conduzir os cristais de volta ao utrículo, onde deixam de provocar vertigem.
Eficácia do tratamento
A eficácia da Manobra de Epley é muito alta, com taxas de sucesso que podem chegar a 90% ou 95% na melhora dos sintomas.
Muitas vezes o alívio acontece logo nas primeiras aplicações realizadas no consultório.
Quando outros canais do labirinto estão envolvidos, podem ser utilizadas manobras diferentes, como as manobras de Semont, Lempert ou Gufoni.
Após o tratamento, exercícios de reabilitação vestibular podem ser indicados para melhorar o equilíbrio e reduzir tonturas residuais.